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Análise Ergonômica do Trabalho (AET)

A importância da AET vai muito além do simples cumprimento de uma exigência legal; ela é fundamental para a saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores, e para a produtividade e sustentabilidade do negócio. Um ambiente de trabalho ergonomicamente adequado reduz a incidência de lesões e doenças relacionadas ao trabalho (como LER/DORT), diminui o absenteísmo, melhora a qualidade de vida do trabalhador e aumenta a eficiência e satisfação no trabalho.
A elaboração da AET é obrigatória para todas as empresas que possuam empregados e que necessitem de ajustes ergonômicos em seus postos de trabalho. Isso inclui:
•    Avaliação da adaptação das condições de trabalho às características dos trabalhadores: A norma exige que as condições de trabalho, incluindo o mobiliário, equipamentos, ferramentas e o ambiente físico, sejam adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
•    Implementação de medidas de controle: A AET deve identificar os riscos ergonômicos e propor soluções para mitigá-los ou eliminá-los, como ajustes de postura, layout, ritmo de trabalho, etc.
•    Análise de demandas específicas: Sempre que houver queixas de desconforto ou adoecimento relacionados às condições de trabalho, ou quando ocorrerem acidentes de trabalho com fatores ergonômicos envolvidos, a AET se torna crucial para investigar as causas e propor as intervenções necessárias.
•    Projetos de novos postos de trabalho ou modificação de existentes: Antes de implementar novos postos ou alterar os atuais, é recomendável a realização da AET para garantir que os princípios ergonômicos sejam aplicados desde o início.
A AET deve ser realizada por um profissional qualificado em ergonomia, que pode ser um ergonomista, um engenheiro de segurança do trabalho com especialização em ergonomia, ou outro profissional da área de saúde e segurança com a devida capacitação.

Penalidades
O não atendimento às exigências da NR 17 e a ausência ou inadequação da AET podem resultar em sérias consequências para a empresa:
•    Multas: A fiscalização do trabalho pode aplicar multas elevadas em caso de descumprimento das disposições da NR 17. Os valores são determinados pela NR 28 e podem variar conforme a gravidade da infração e o número de empregados afetados.
•    Interdição ou Embargo: Se as condições ergonômicas representarem risco grave e iminente à saúde dos trabalhadores, as autoridades podem determinar a interdição de máquinas, equipamentos, setores ou até mesmo do estabelecimento, impactando diretamente a produção e os custos operacionais.
•    Processos Judiciais: A falta de uma AET e a decorrente exposição dos trabalhadores a riscos ergonômicos podem levar a processos trabalhistas e previdenciários. Isso inclui ações por indenização de danos morais e materiais devido a doenças ocupacionais (como LER/DORT), ações regressivas do INSS para ressarcimento de benefícios previdenciários concedidos, entre outros.
•    Danos à Reputação: Empresas que negligenciam a ergonomia podem ter sua imagem e reputação seriamente prejudicadas. Isso pode dificultar a atração e retenção de talentos, afetar a relação com clientes e fornecedores e gerar uma percepção negativa no mercado.
•    Aumento de Custos: Além das multas e ações judiciais, a falta de ergonomia acarreta custos indiretos como o aumento do absenteísmo, o presenteísmo (trabalhador presente, mas improdutivo devido a desconforto ou dor), a rotatividade de pessoal e a necessidade de treinamento de novos funcionários.
A AET, portanto, não é apenas um custo ou uma burocracia, mas um investimento estratégico na saúde do trabalhador e na eficiência operacional. Ela permite identificar e corrigir problemas antes que se tornem incidentes ou doenças, promovendo um ambiente de trabalho mais humano e produtivo.

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